segunda-feira, maio 15, 2006

domingo, maio 14, 2006

Carrocel


A minha vida é um carrocel.
Voltas e voltas, em torno d um eixo imutável, objectivo enterrado em mim, que me trazem a um mesmo posto de espera, para uma nova volta no círculo interminável da procura.
E a vida é um carrocel.
Estagnação estática rodopiando no meu cavalo. E não saio do mesmo lugar. (Estes pensamentos lembram-me um anúncio a pensos higiénicos....Decadência!).
Que um dia o meu cavalo descarrile, e eu salte disparada para a acção de um outro filme, uma película que não termine com o trivial "e viveram felizes para sempre".
Não gosto de mentiras.
(Imagem retirada do Google)

domingo, maio 07, 2006

A noite foi quente, embora tremesse de frio. Lembraste? Eu sim.
Continuo transparente, como há meses escrevi. E isso continua a deter-me, a impedir-me de avançar, a estagnar-me no que ficou lá, num qualquer espaço longínquo, na Lua que procurámos e não vimos, pois só estrelas brilhavam naquele céu. Tão meu, e que foi nosso.
E a noite, sempre. Releio-me, repasso frases de outros "eus" meus, outras vidas nesta minha, tua, vossa.
Neste alguém que sou porque me fazem ser.
E continuamente procuro, insónias de quem já não dorme com medo de sonhar. Respiração alterada, ofegante, aceleração cardíaca de um músculo especial, aquele que bombeia sangue a todas as minhas células, para que eu viva.
Ingiro comprimidos mentais, anti-depressivos etéreos que permitem que a carapaça de palhaça cubra encarecidamente as partes fragmentadas de uma alma nunca una.
A descrença estende-me a mão...que eu agarro afincadamente para não cair no abismo de mim, na sombra negra que emano do meu olhar claro, quando recordo.
"Não penses nisso". E eu não penso.
Mas sinto.

quarta-feira, maio 03, 2006

Ornatos Violeta...afogo-me em letras que traduzem o que a minha alma não escreve. Ouço amores, dores, anseios e loucuras na voz de Manuel Cruz, palavras que poderiam ser minhas, mas que eu não queria. Não.
Roubaram-me parte do coração. Como é possível, se o não tenho? Fria, chamam-me. E agora....derreti quando uns lábios mornos tocaram os meus.
Lateja em mim, na minha cabeça, no meu peito, em algo ainda mais dentro, mais fundo, uma dor de sonho caído. Mas que sonho? Quando o ergui?
Num dia, numa hora, num minuto. Aquele minuto. Não o encontro. Se o encontrasse, não construia alicerces para o que viria a ser um castelo sonhado.
Derrubado, como um castelo de areia que uma criança com um simples balde eleva na praia, e que as ondas gélidas tocam...como um "não" toca quando o "sim" queremos ouvir.
Como me dei assim, porque me dou assim, logo, tanto? Devia evitá-lo, manter distâncias quando proximidade procuro, fechar-me em mim quando quero ser, ter, dar, receber.
Mas não sofrer. E no fim, pagamento com juros de carências que não matei.
Não evito, porque sou eu. Fui eu. Só.
Enfim..."Fala FIM mas com determinação".
E falaste. Disseste "Não".
"Bastava um dia p'ra mostrar quem sou
Embore ignore agora com quem vou"...-Ornatos Violeta
(Exageros grandes de alma pequena. Ou maior. Minha)

terça-feira, maio 02, 2006

Tale as old as time
True as it can be
Barely even friends
Than somebody bends
Unexpectedly

Just a little change
Small, to say the least
Both a little scared
Neither one prepared
Beauty and the Beast

Ever just the same
Ever a surprise
Ever as before
Ever just as sure
As the sun will arise

Tale as old as time
Tune as old as song
Bittersweet and strange
Finding you can change
Learning you were wrong

Certain as the sun
Rising in the east
Tale as old as time
Song as old as rhyme
Beauty and the beast

Filme "A Bela e o Monstro"

Hoje a minha infantilidade acentua-se.
Figuras ingénuas num corpo de mulher.
Incoerências de uns, lágrimas de outros.
Mas amanhã, vou estar melhor.
Eu sei que sim.

terça-feira, abril 04, 2006


Paz de espírito.

(Com a mente dispersa e o coração irrequieto. Com vontade de sonhar. De voar. De amar.)

domingo, abril 02, 2006

Sempre


Implode em mim vontade louca de fugir.
Reminescências de sempre, do passado-presente-futuro que fui-sou-serei.
Planície coberta de rosas, eu ruborizada como as pétalas róseas do meu jardim infame, roseiral espinhoso onde me perdi há muito.
Labirinto infindável, insondável, onde o céu desaba em chuva e o sol se esconde sempre, para sempre. A noite eterna. A minha Noite.
Sempre.
Soberana do meu mundo, para quê?
Reino sobre mim, mas excluo forasteiros devaneios que me raptam, traiçoeiros.
Desesperada.
Entre mim e o meu sonho de mim, vou existindo eu.
Dois estados concomitantes, extremos opostos e singulares que anseiam absolvição, penitentes do que não foi.
Sempre.

(Imagem retirada do Google)

sábado, abril 01, 2006


Recomeço de um passado recente, tão próximo como o amanhecer do dia que sucede esta noite onde me afundo, onde me lembro triste e solitária como em todas as noites onde a Lua não brilha.
Hoje não há luar.
Mergulhei novamente nas trevas da incerteza, no gélido e pesado sentir de quem nada sabe e tudo espera.
A espera.
Não contesto este destino (?), esta inevitabilidade, ou este tem-de-ser, sei lá!
Hoje lágrimas traçaram caminhos no meu rosto, lágrimas-filhas das derramadas à meses, à anos. Noutra vida. Lágrimas frustradas, humilhadas, sentidas, fingidas. De nadas. Por tudo.
Vazias.

(Imagem retirada do Google)

domingo, março 19, 2006

Hoje não sinto nada, não desejo nada, não tenho raiva de nada, nem de ninguém.
Estou vazia, como as mãos dos mendigos que nada pedem, deixando a sorte decidir o futuro, responsabilidade deles....
Quero que me façam sorrir, chorar, gritar, sofrer, algo que me faça sentir humana, viva, capacitada de um poder qualquer que de todo o ser explode, quando sente.
Hoje de mim nada sai.
Nem palavras.
"...a ausência da dor nada tinha que ver com a alegria" (Rita Ferro)

segunda-feira, março 13, 2006