domingo, maio 20, 2007

E se a razão nos chega para viver
Se amor nos serve amor nao dá de comer
***
Falo de um amar para dentro
Que é virar a dor para dentro
***
Eu vou parar quando eu sentir
Não haver motivo algum pra negar
***
Incongruências dos meus medos.
Nego enquanto puder.
Aceito quando o motivo chegar.

domingo, maio 13, 2007

“Bola de sabão, memória
indelével da infância.
Efémera esfera furta-cores
feita de coisa nenhuma.
Soprada para o ar,
abandona-se à brisa e às
correntes. Ao menor toque,
ou por puro capricho,
desfaz-se silenciosa em
ínfimos salpicos.”



Sem complexos nem vaidades.
Brincadeiras de rua repletas de sorrisos.
Puro prazer de tarde de domingo.

domingo, maio 06, 2007

Para...

Para vencer as metas, para chegar lá, o Horizonte ainda é meu.
Para tocar a Lua e abraçar o Sol sem que os pés saiam da Terra.
Para correr o Mundo sem sair do meu quarto.
Para sentir alguém sem tocar uma pele que não a minha.
Para chorar sem lágrimas vertidas do olhar.
Para crescer e ver um mapa de vida tatuado no meu corpo, quando o Tempo mostrar que a vida FOI muito mais do que o que SERÁ.
Para tudo isto...sou e sonho.

segunda-feira, abril 30, 2007

Estação

A Primavera abraça-me e eu agradeço tudo o que ela me dá, tudo o que os meus olhos bebem desta imensa estação repleta de combatentes do sombrio e do soturno.
Mas, com muita atenção, apercebo-me que foi em mim que o Sol nasceu.
O amanhecer aconteceu no meu peito, no meu sorriso, no meu olhar.
A manta negra foi jogada fora, a pele assumiu em pleno o seu papel de guardiã, sem subterfúgios para desculpas de depressões (in)justificadas por rasgos na alma.
Cosia-a...e a pele denuncia as costuras, cicatrizes do que foi, marcas indeléveis para sempre me lembrar.
De tudo. Do que fui.
Para construir o que ainda não sou.
Melhor.

quinta-feira, abril 19, 2007

Existo

Passos surdos por trilhos de outros a que chamo meus.
Ocos sons que grito e se perdem no silêncio da noite.
Sentir cheio de um vazio incessante, soberano do que invoco quando finjo viver.
Existo.

segunda-feira, abril 09, 2007

Nua


Nua.

Descoberta de tudo, despida do que me faz parecer aos olhos de todos alguém que sei não ser.

Que não quero ser. Ou sou.

Sou e não queria fingir gostar de ser outro alguém.

"Oh yes, i'm the great pretender".



Com a alma incontinente de vontades recém-descobertas...

domingo, abril 01, 2007

Íntimo

E quando já nada mais havia a dizer.
Bastava olhar.
Sentir.

quinta-feira, março 29, 2007

Before sunset...

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand
You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain
It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know
I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all
I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before
One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody
I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow, in another arms
My heart will stay yours until I die
Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand

Julie Delpy - A Waltz For A Night


Se a procura cansar, encontram-no aqui....

quinta-feira, março 22, 2007

A menina seguia o seu caminho, uma longa estrada, sempre sozinha.
E sozinha, ia encontrando amigos, errantes caminhantes que, tal como ela, seguiam em frente sem saber o que se encontrava no final de tudo, ou sem sequer ter confirmação da existência desse final.
Um sorriso aqui, um beijo ali, uma conversa que quebrava a solidão, de tempos a tempos, quebra necessária de um estado tão estanque, tão permanente.
E um dia, no meio do trajecto, de passos cabisbaixos e melancólicos, a menina ouviu uma voz, tão só e melancólica como ela mesma.
Levantou a cabeça, e os seus olhos encontraram uns olhos escuros, tão escuros como a sua solidão.
E ela soube. Ela viu.
E aí ela continuou a caminhar...E alguém lhe agarrava a mão...
O que se procura não está no fim. Encontra-se no durante...

segunda-feira, março 12, 2007

“Não me dês mais que três minutos de atenção”.
Dou. Dou três minutos, uma hora, um dia, todos os dias, todo o tempo que o tempo me der.
É teu. E tu sabes, e dás-me o teu tempo também.
Trocamos palavras, imensas, e cada uma delas revela os nossos mundos, e o Mundo que queremos construir. Trocamos os sonhos, ganhamos vontades, partilhamos os dias por entre dias que se perdem entre o tudo e o nada.
Mas é o nosso tudo-e-nada.
E penso no porquê de tantas letras e frases não traduzirem o que eu sinto, o que eu teimo em calar, o que implode em mim contra a minha própria vontade!
Eu não quero calar.
E também penso porque calas tu o que quase consigo sentir de cada vez que te leio.
Porque não insisto em dizer bem alto o que se vê, quando a transparência do nosso silêncio me grita aos ouvidos?