segunda-feira, junho 11, 2007

3 anos - II

Os momentos que se passaram foram difíceis. Época de mudança e o meu amigo, pela primeira vez não estava lá para partilhar as minhas alegrias, tão pouco as tristezas.
Custou, ainda hoje custa. Já passaram três anos e não consigo evitar o mar de lágrimas que de mim jorra sempre que me recordo dele.
Tenho saudades. Tantas que peso uma tonelada. Duas, três.
Mas fico feliz, porque sei que quem o pensar magoa desta forma, é alguém que outrora me fez muito feliz.
E essa felicidade, não a trocava por nada deste mundo.


Excerto de um texto que surgiu do choro.
Sim, o sentimento ainda despoleta facilmente.
Felizmente, há quem nos ature e apague os soluços.
A ti, um obrigada.

terça-feira, junho 05, 2007

3 anos

Estes olhos que espelho agora não são meus.
São outros vermelhos de mágoa e de saudade.
Porque hoje,
A ausência aperta,
E o tempo dói.



Saudades de "quem" não está.
Uma infelicidade feliz por saber que "quem" é importante fica sempre. Sempre.

sexta-feira, junho 01, 2007

E quando o mar à tua frente são todas as escolhas que te vão assaltar?
E quando as ondas que te lavam os pés são as dúvidas que te sujam a alma?
E quando não resta um sitio seco, quente, onde voltar após a tempestade?
A interrogação não vira certeza, a resposta não chega, porque nem a pergunta é bem formulada, dissimulada por estados ilusórios de outras questões maiores. Mas quais?
Não sei bem.
Alguém me dirá. Alguém.
Mas quem?

domingo, maio 20, 2007

E se a razão nos chega para viver
Se amor nos serve amor nao dá de comer
***
Falo de um amar para dentro
Que é virar a dor para dentro
***
Eu vou parar quando eu sentir
Não haver motivo algum pra negar
***
Incongruências dos meus medos.
Nego enquanto puder.
Aceito quando o motivo chegar.

domingo, maio 13, 2007

“Bola de sabão, memória
indelével da infância.
Efémera esfera furta-cores
feita de coisa nenhuma.
Soprada para o ar,
abandona-se à brisa e às
correntes. Ao menor toque,
ou por puro capricho,
desfaz-se silenciosa em
ínfimos salpicos.”



Sem complexos nem vaidades.
Brincadeiras de rua repletas de sorrisos.
Puro prazer de tarde de domingo.

domingo, maio 06, 2007

Para...

Para vencer as metas, para chegar lá, o Horizonte ainda é meu.
Para tocar a Lua e abraçar o Sol sem que os pés saiam da Terra.
Para correr o Mundo sem sair do meu quarto.
Para sentir alguém sem tocar uma pele que não a minha.
Para chorar sem lágrimas vertidas do olhar.
Para crescer e ver um mapa de vida tatuado no meu corpo, quando o Tempo mostrar que a vida FOI muito mais do que o que SERÁ.
Para tudo isto...sou e sonho.

segunda-feira, abril 30, 2007

Estação

A Primavera abraça-me e eu agradeço tudo o que ela me dá, tudo o que os meus olhos bebem desta imensa estação repleta de combatentes do sombrio e do soturno.
Mas, com muita atenção, apercebo-me que foi em mim que o Sol nasceu.
O amanhecer aconteceu no meu peito, no meu sorriso, no meu olhar.
A manta negra foi jogada fora, a pele assumiu em pleno o seu papel de guardiã, sem subterfúgios para desculpas de depressões (in)justificadas por rasgos na alma.
Cosia-a...e a pele denuncia as costuras, cicatrizes do que foi, marcas indeléveis para sempre me lembrar.
De tudo. Do que fui.
Para construir o que ainda não sou.
Melhor.

quinta-feira, abril 19, 2007

Existo

Passos surdos por trilhos de outros a que chamo meus.
Ocos sons que grito e se perdem no silêncio da noite.
Sentir cheio de um vazio incessante, soberano do que invoco quando finjo viver.
Existo.

segunda-feira, abril 09, 2007

Nua


Nua.

Descoberta de tudo, despida do que me faz parecer aos olhos de todos alguém que sei não ser.

Que não quero ser. Ou sou.

Sou e não queria fingir gostar de ser outro alguém.

"Oh yes, i'm the great pretender".



Com a alma incontinente de vontades recém-descobertas...

domingo, abril 01, 2007

Íntimo

E quando já nada mais havia a dizer.
Bastava olhar.
Sentir.