quinta-feira, março 22, 2007

A menina seguia o seu caminho, uma longa estrada, sempre sozinha.
E sozinha, ia encontrando amigos, errantes caminhantes que, tal como ela, seguiam em frente sem saber o que se encontrava no final de tudo, ou sem sequer ter confirmação da existência desse final.
Um sorriso aqui, um beijo ali, uma conversa que quebrava a solidão, de tempos a tempos, quebra necessária de um estado tão estanque, tão permanente.
E um dia, no meio do trajecto, de passos cabisbaixos e melancólicos, a menina ouviu uma voz, tão só e melancólica como ela mesma.
Levantou a cabeça, e os seus olhos encontraram uns olhos escuros, tão escuros como a sua solidão.
E ela soube. Ela viu.
E aí ela continuou a caminhar...E alguém lhe agarrava a mão...
O que se procura não está no fim. Encontra-se no durante...

segunda-feira, março 12, 2007

“Não me dês mais que três minutos de atenção”.
Dou. Dou três minutos, uma hora, um dia, todos os dias, todo o tempo que o tempo me der.
É teu. E tu sabes, e dás-me o teu tempo também.
Trocamos palavras, imensas, e cada uma delas revela os nossos mundos, e o Mundo que queremos construir. Trocamos os sonhos, ganhamos vontades, partilhamos os dias por entre dias que se perdem entre o tudo e o nada.
Mas é o nosso tudo-e-nada.
E penso no porquê de tantas letras e frases não traduzirem o que eu sinto, o que eu teimo em calar, o que implode em mim contra a minha própria vontade!
Eu não quero calar.
E também penso porque calas tu o que quase consigo sentir de cada vez que te leio.
Porque não insisto em dizer bem alto o que se vê, quando a transparência do nosso silêncio me grita aos ouvidos?

terça-feira, março 06, 2007

Ausência

À minha frente, o papel está agora vazio, a caneta não “sente” o que escrever.
A melancolia não chega, a palavra não ganha vida. Não rodopia sozinha, como se da minha alma tudo soubesse. Da alma e do coração.

Tempo de ausência.
Ausente por estar feliz.

Sinto. Ai, pois sinto, e sinto TANTO!

Sinto a chuva a dar-me um beijo, sinto o cheiro das árvores por onde passo todos os dias (quase que as ouço respirar), sinto o Sol que espreita timidamente atrás da nuvem branca, qual doce pronto a ser trincado!

Sinto o sorriso de cada amigo, sinto quando ouço os seus "gosto de ti"!

Sinto cada música, sinto o bom e o mau de cada som..Como sinto...

Sinto cada letra, cada palavra, cada texto que fala de Amor, de amores enormes, de amores vividos ou sonhados.

Sinto esses amores, sinto os meus amores, sonho esses amores... E rio!

Porque hoje sinto tudo, ainda mais gigante, ainda maior do que o que sinto em noite de Lua cheia.

E porque é bom sentir. :)

terça-feira, fevereiro 27, 2007

My mistake

We're so young
And we're so dumb
We don't register calculations
And if you dare
And should I care
I could destroy you
And take you there
As the spitfires begin their descent
And tragic, romantic ascent
My love is 100 percent
Come back to me, my mistake
Come back to me, my mistake
Come back to me, my mistake
Mistake, it was all my mistake
So suck me through
Your saliva screws
I can't help myself if I don't know
The flaws in you
That were equal to
The mysteries of almost new
I have said this so many, many times
I can't help you out of your mind
So don't judge me on time
Come back to me, my mistake
Come back to me, my mistake
Come back to me, my mistake
And if you pretend
Please try to offend everyone
We share the same monkey diseased
So give me my grape of your peace
And do what you want as you please
Come back to me, my mistake
Come back to me, my mistake
Come back to me, my mistake
Smashing pumpkins-My mistake
Quando as saudades nos assaltam e as recordações nos transportam para todo o Passado.
Esse passado cheio de erros.
Não os lamento. Não peço perdão.
Eles são meus.
Os meus erros, sou eu.
Mistake, it was all my mistake......

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Amor científico.........?



Dizem que o verdadeiro amor não tem limites, mas isso não é verdade: o que sinto agora é bem real, varia em termos de sensações e sentimentos reais e converge para ti. O teu radical é a minha assímptota quando o tempo em que estamos juntos tende para o infinito.
Enlacemos as mãos.




By Marie Curie (Maria Correia)






(Um agradecimento à menina Maria, por se ter lembrado de partilhar este texto comigo :) )

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Pensamentos com cafeína

Bebe um café, acende um cigarro.
Deixa o Tempo morrer.
Bebe um café, acende um cigarro,
E lembra-te de viver.
Bebe um café, acende um cigarro.
Vê a cinza a nascer.
Bebe um café, acende um cigarro,
E olha o fumo a desaparecer...
(Com cafeína a mais no sangue...)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

O dia acordou cinzento, e eu acordei acreditando ser o seu Arco-íris.
Enganei-me.
Olhei o céu, e os meus olhos absorveram toda a melancolia que cada nuvem em tons de cinza gritava.
_Porque me olhas assim? Porque me queres pintar de cores que nem tu sabes se tens dentro de ti?- perguntou-me uma nuvem, a mais negra de todo aquele céu, talvez do Universo...
_Porque ainda acredito que tenho uma paleta cheia de cores nos mais variados tons dentro de mim, ansiando para que eu me decida a pintar o Mundo e deixar de ter o meu mundo a preto e branco, apenas variando com cinzento. E tenho de começar por algum sítio...o céu parece-me bem.
Ela zombou de mim, olhou-me lá do alto, bem alto, como que dizendo "jamais vai conseguir, coitada!".
Não, quem se enganou foi aquela mesma nuvem.
O Arco-íris é meu, e tenho uma tela prestes a colorir.
Porque sou mais que o preto e roxo do meu guarda-fatos...ou queria ser, tanto, tanto...

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Autch...


_Não choro, acho que estou a esgotar o stock de lágrimas.

_Um dia esgoto o stock da esperança.



Tiros no escuro podem acertar num pé...Autch...

segunda-feira, janeiro 15, 2007