Hoje só por ser Outono
Vou
Chamar-te meu amor
Contra as regras do que sou hoje
Vou...
Chamar-te meu amor
Hoje só por ser diferente
Te encontrar
É tanto fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
E embora fique tanto por contar
Hoje só por ser Outono
Vou...
Entredentes entre a fuga
Vou...
Chamar-te meu amor
Enquanto não se encontra forma
Vou...
Chamar-te meu amor
Entre gente que é demais
E tão pequena para saber
Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco espaço para a dor
Só pode ficar tudo por contar
Hoje só por ser Outono
Vou...
Há flores, há cores, há folhas no chão
Que podem não voltar
Podes não voltar
Mas é eterno em nós
E não vai sair
Mas se o tempo e a noite vêem
Lembrar que as tuas mãos
Também já não são de nós para ficar
Por ser tanto quanto somos
Certo quando vemos
Calma quando queremos
Hoje só por ser Outono
Vou...
Tiago Bettencourt e Mantha- "Outono"
(..Hoje, porque a chuva cai e o esquecimento do calor de um Verão passado se insurge, vou...)
segunda-feira, novembro 19, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
8+1 10-1
8+1
10-1
O tempo passa a correr.
Mas será que o tempo importa?
Eu sei que não.
Importa o modo como passa. Onde passa. Com quem passa.
E se não passa?
Passa sempre.
Contigo passa.
Sempre bem.
8+1
10-1
Para ti. Para nós.
10-1
O tempo passa a correr.
Mas será que o tempo importa?
Eu sei que não.
Importa o modo como passa. Onde passa. Com quem passa.
E se não passa?
Passa sempre.
Contigo passa.
Sempre bem.
8+1
10-1
Para ti. Para nós.
domingo, outubro 28, 2007
Sala...
Queria-te aqui.
Aprendi a sair do quarto escuro.
Melhor, ensinaste-me.
Deste-me a mão, e puxaste-me desta sala que me prendia, com teias de ferro, gélidas, só visíveis à minha alma, de olhos bem fechados e aperto no peito.
Soltaste nós, e puxaste-me por uma ponta solta.
Mas ainda sinto o desalinho de novelo caído, desfiado, confuso.
O Mundo fora do quarto baralha, e nem sempre estás lá para me dizer "Tudo está bem".
Queria-te aqui.
Preciso-te, agora, aqui.
"Amar é bom se houver, no fundo de um de nós, alguma solidão."
E quando há muita? E quando o substantivo "sozinha" ainda arde na pele como queimadura recente, e não ha bálsamo que apazigúe a dor?
Digo-me feliz, sinto-me feliz, e no entanto...O desespero de sempre dói.
Mói.
(Aninhada num canto do meu quarto escuro...)
Aprendi a sair do quarto escuro.
Melhor, ensinaste-me.
Deste-me a mão, e puxaste-me desta sala que me prendia, com teias de ferro, gélidas, só visíveis à minha alma, de olhos bem fechados e aperto no peito.
Soltaste nós, e puxaste-me por uma ponta solta.
Mas ainda sinto o desalinho de novelo caído, desfiado, confuso.
O Mundo fora do quarto baralha, e nem sempre estás lá para me dizer "Tudo está bem".
Queria-te aqui.
Preciso-te, agora, aqui.
"Amar é bom se houver, no fundo de um de nós, alguma solidão."
E quando há muita? E quando o substantivo "sozinha" ainda arde na pele como queimadura recente, e não ha bálsamo que apazigúe a dor?
Digo-me feliz, sinto-me feliz, e no entanto...O desespero de sempre dói.
Mói.
(Aninhada num canto do meu quarto escuro...)
sexta-feira, setembro 28, 2007
Sem texto
(...)
Inacabado.
Desactualizado.
Mas nem por isso menos sentido.
Porque há pessoas que mesmo quando passam por nós, ficam para sempre.
Se um dia me leres, parabéns.
Inacabado.
Desactualizado.
Mas nem por isso menos sentido.
Porque há pessoas que mesmo quando passam por nós, ficam para sempre.
Se um dia me leres, parabéns.
domingo, setembro 23, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
Razões...
"Tudo acontece por uma razão".
Acordo porque o despertador toca, vou para a faculdade porque tenho de ser alguém (?), como para ter energia, respiro para viver, socializo para não sentir solidão (nem sempre resulta...).
Vejo um filme para sonhar, penso em alguém para o sonho continuar...
Vou ao café para disparatar, rio-me para não chorar...
E repito o ciclo, vezes sem conta, para tentar não pensar, não pensar...
E não parar, parar, parar.....
"Tudo acontece por uma razão".
sexta-feira, agosto 10, 2007
Esperança
"A tristeza tem sempre a esperança de que um dia não vai ser mais triste não."
E o dia chega.
O dia é hoje.
Quando acordas, recordas, e sentes.
E a esperança não foi em vão, a esperança não é em vão, a libertação do "eu" em ti é tanta que dói, mas riste com o prazer da dor que esperavas, e que finalmente chegou.
O filme anda até um novo stand by...
domingo, julho 22, 2007
Cumplicidade
O doce é mais doce.
Trago um beijo nos lábios, e o sabor do mel na minha boca. A pureza dos gestos, o carinho de cada toque, de cada suspiro, dos murmúrios de momentos comcomitantemente singulares e repetidos, por entre dias onde a ternura se impõe, a mágoa desaparece e os medos se perdem por labirintos de olhares e cumplicidades.
A cumplicidade leve das palavras não ditas, ouvidas de batimentos que saem de mim, mas não são meus.
Teus.
Que o corpo fale quando as frases não têm sentido, e os sentimentos se apuram, quais intérpretes de emoções contidas, soltas por loucuras na loucura de viver.
Viver ainda é sentir.
E sentir não é estar só.
quinta-feira, junho 14, 2007
Se te sonhar, nasces?
Se te sonhar, nasces?
Pinto-te com quereres maiores do que sonhos, pinceladas de realidade no sonho que julgo meu e anseio materializar.
Visto-te a roupa de festa, a que farei quando me encontrares, no dia em que a mente e o coração concordem que neste meu mundo é possível estares.
E é mesmo!
Um toque de mim em ti quando um "nós" em nós despertar.
Se te sonhar, nasces?
segunda-feira, junho 11, 2007
3 anos - II
Os momentos que se passaram foram difíceis. Época de mudança e o meu amigo, pela primeira vez não estava lá para partilhar as minhas alegrias, tão pouco as tristezas.
Custou, ainda hoje custa. Já passaram três anos e não consigo evitar o mar de lágrimas que de mim jorra sempre que me recordo dele.
Tenho saudades. Tantas que peso uma tonelada. Duas, três.
Custou, ainda hoje custa. Já passaram três anos e não consigo evitar o mar de lágrimas que de mim jorra sempre que me recordo dele.
Tenho saudades. Tantas que peso uma tonelada. Duas, três.
Mas fico feliz, porque sei que quem o pensar magoa desta forma, é alguém que outrora me fez muito feliz.
E essa felicidade, não a trocava por nada deste mundo.
Excerto de um texto que surgiu do choro.
Sim, o sentimento ainda despoleta facilmente.
Felizmente, há quem nos ature e apague os soluços.
A ti, um obrigada.
E essa felicidade, não a trocava por nada deste mundo.
Excerto de um texto que surgiu do choro.
Sim, o sentimento ainda despoleta facilmente.
Felizmente, há quem nos ature e apague os soluços.
A ti, um obrigada.
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