Ainda me lembro do tempo em que o teus olhos eram um mar de brilho.
Ainda me lembro de como o teu sorriso era quente, mais quente do que o sol.
Ainda me lembro de como as tuas palavras eram doces como o mel.
Ainda me lembro do dia em que a chuva caíu e o Verão secou.
Ainda me lembro de como a trovoada passou por nós.
Ainda me lembro de como a tempestade acabou.
Eu ainda vejo o brilho.
Ainda aqueço com o sol.
Ainda saboreio o doce.
Mas eu ainda sinto a chuva.
Ainda oiço a trovoada.
Ainda fujo da tempestade.
Eu sei que (ainda) não acabou.
Escrito num dia melancólico e chuvoso.
Mas agora está "sol "e eu sou feliz, afinal de contas ..."não há mal que sempre dure".
domingo, setembro 24, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
Parabéns Ephemera
Da amizade nasceu este blog e é dela, com toda a certeza, que se alimenta.
O Ephemera traduz o cruzar de duas vidas...
Os pensamentos. As emoções.
As dúvidas. As certezas.
As alegrias. As mágoas.
O Ephemera traduz o cruzar de duas vidas...
Os pensamentos. As emoções.
As dúvidas. As certezas.
As alegrias. As mágoas.
E a partilha continuará.
(O Ephemera completou um ano no passado dia 13 de Setembro. A Ephemera continua a bater as suas asas e a voar...)
segunda-feira, setembro 11, 2006
11-09-2001
sexta-feira, setembro 01, 2006
Restos
Hoje esqueci-me que ás vezes também podes ver
Às vezes também sabes ter noção
Hoje vens tu ver restos de mim no chão
Hoje esqueci-me que sabia perder
Que me tinhas na mão
Hoje vens tu perdida no mesmo chão
Quem não quis saber
Tirou a mão e partiu
Deu o que não tinha para levar
Fechei o corpo e fugi
Hoje vens tu
E eu já sei de cor o travo do teu licor e os restos de mim no chão
Quem não quis saber
Tirou a mão e partiu
Deu o que não tinha para levar
Fechei o corpo e fugi...mas há sempre mais um dia e nunca vai parar.
Quem não quis saber
Tirou a mão e partiu
Deu o que não tinha para levar
Fechei o corpo e fugi
Toranja-Restos
Hoje lembrei-me de ti. Acordei com a lembrança do teu olhar doce, escondido sob aquelas longas pestanas, que o tornam ainda mais doce.
Os teus olhos fecharam-se quando os meus se abriram...
Às vezes também sabes ter noção
Hoje vens tu ver restos de mim no chão
Hoje esqueci-me que sabia perder
Que me tinhas na mão
Hoje vens tu perdida no mesmo chão
Quem não quis saber
Tirou a mão e partiu
Deu o que não tinha para levar
Fechei o corpo e fugi
Hoje vens tu
E eu já sei de cor o travo do teu licor e os restos de mim no chão
Quem não quis saber
Tirou a mão e partiu
Deu o que não tinha para levar
Fechei o corpo e fugi...mas há sempre mais um dia e nunca vai parar.
Quem não quis saber
Tirou a mão e partiu
Deu o que não tinha para levar
Fechei o corpo e fugi
Toranja-Restos
Hoje lembrei-me de ti. Acordei com a lembrança do teu olhar doce, escondido sob aquelas longas pestanas, que o tornam ainda mais doce.
Os teus olhos fecharam-se quando os meus se abriram...
terça-feira, agosto 08, 2006
??
Um dia destes, numa qualquer conversa pseudo-filosófica com um amigo, este acusou-me de ter uma sinceridade "tipicamente masculina". Fiquei sem resposta, embora aquela afirmação me tenha surpreendido.
Em primeiro, porque não sabia que a sinceridade tinha género. Já percebi há muito que tem personalidade, forma, cor e carácter, mas não género.
E em segundo, dei por mim a ponderar o porquê de EU ter essa sinceridade com género trocado!
Não tinha as mulheres como grupo desonesto.
Que raio de amigos eu tenho, não?
Após muito pensar, cheguei à seguinte conclusão: é uma sinceridade igual a tudo o que é sincero (passo a redundância), mas com uma dose de frontalidade assustadora ou, como também já me disseram, "que mete nojo"!
Perdoe-me qualquer alvo de tal característica da minha pessoa, mas vinte anos mantendo este traço inalterado, temo não ser por agora que se dê tal desvio de uma das minhas poucas coerências assumidas.
De qualquer forma, a concomitância desta mencionada sinceridade "frontal" com a incapacidade de transmitir o que de mais profundo em mim se revela, demonstra a inconstância do que sou, ou julgo ser.
Apraz-me saber que, ao menos por uma vez, num pequeno território da imensa terra que sou, reflicto opostos, facto intrigante, pois em mim nunca reconheci ambiguidades.
Talvez a transparência, que sempre me perseguiu, seja sobreposta por fugazes momentos de opacidade...
quinta-feira, julho 06, 2006
Dr. Jekyll e Mr. Hyde....
Deslindo subterfúgios que me sobram para justificar o que de efémero não existe em mim. Algo permanece, tão imutável e presente como antes.
E no emaranhado de efemeridades que baptizam a minha existência, por agora tão vã, este pilar de perenidade enraíza o que de mim desconheço. Está lá longe, fora de mim, mas tão meu. Não vislumbro os contornos, não sinto o seu cheiro, o seu toque, mas sonho texturas e aromas de sempre, e eternos.
Por ora, não vou nas brumas olvidar o deslindável tesouro.
Pertence-me. E o que é parte de mim, a mim (re)torna.
(Quem fala não sou eu, a Efémera. É a outra. A de ontem).
sábado, julho 01, 2006
Por uma semana
Consegui sair desta sala, do cubículo minúsculo onde habito, onde vou contra paredes que não se querem destruir, ruir para que eu possa correr para o Mundo onde o ar é limpo, rico em oxigénio, onde os meus pulmões se enchem de tudo o que me faça viver.
Consegui.
Por uma semana, respirei o que mais me dá prazer, apanhei o comboio certo que me levou à estação pretendida, sem atrasos nem erros de direcção. Fui feliz.
Sozinha. Mas feliz.
Deleitei-me com tudo o que me fascina, rodeei-me de sons, letras, cinema, Sol, Noite e paz.
Uma semana, mas tão cheia, tão preenchida de mim, sem máscaras nem trajes surripiados a outros para fingir estar bem. Eu ESTIVE bem!
Por uma semana, a parede caiu. A barreira não se impôs para que a moça sorrisse acanhadamente à janela da existência. Ri-me. Muito!
E agradeço a autorização de mim para mim, por cada uma das gargalhadas de pura felicidade que o meu olhar espalhou pelo céu do Mundo cá fora, aquele que só me via de frente por momentos fugidios...Nunca uma semana completa.
Se temos no Tempo crédito limitado para a felicidade, gastei já muito. Esbanjei, sem nenhum pudor, aquela invasão no peito de algo transcendente e tão belo, denominado "felicidade", "ilusão", "quimera", eu sei lá...Chamem-lhe o que quiserem.
Eu quero acreditar que o crédito é infinito....Que a minha conta não fecha por débito de sorrisos.
Mas...Por mera precaução, vou sorrir, gargalhar sempre que o meu ego assim o exija.
Obedecer-lhe-ei, cegamente.
Não quero dever nada, nem ao Tempo, nem a mim.
terça-feira, junho 06, 2006
Resoluçãonº 1: Tenho de perder a mania de ficar ridícula, histérica e alterada sempre que te vejo. E isto é para cumprir.
Resoluçãonº2: Controlar olhares que só esperam ser retribuidos.
Resolução nº3: Apaziguar angústias que originam neuras momentâneas, consequentes do histerismo mencionado em Resolução nº1.
Resolução nº4: Não escrever/divagar/ausentar-me nas aulas de anatomia.
P.S- Por hoje,é tudo. ( E nem sei se vou cumprir resoluções decididas tão próxima de ti.)
P.S.2- Alegra-me o facto de não me leres. Permite-me dirigir directamente a ti, na 2ª pessoa do singular, sem me sentir constrangida.
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